IGUAIS

Quem são estes homens que me comem com olhos canibais?

Sou mulher sensível,

Meu corpo ostensível não pede os teus cais.

Quem são este cães que me mordem com mentes bacanais?

Sou mulher contrita de traumas anormais.

Eu não quero homens, nem cães, nem caos, nem paus.

Eles são boçais,

O que eu quero é mais.

Eu quero mãos macias que não me unhem mais;

Eu quero colo e língua, e cama,

e a dama que me impele;

Infâmias com  minha própria pele.

Quero entrar pelo meu íntimo aconchego

e gozar só pra matar a minha sede.

Eu não quero homens, nem cães, nem caos, nem paus.

Eles são boçais,

o que eu quero é mais.

Eu quero a brisa fresca nos seios que me fazem esquecer as tempestades.

Eu quero a voz suave na carne quente

com poros latentes, pulsando os iguais.

Que não sejam homens, nem cães, nem caos, nem paus.

Eles são boçais,

o que eu quero é mais.

via: Poesias em mim

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2 comentários em “IGUAIS

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