Bolinha Azul

A bolinha desceu rua abaixo. Ela não foi buscar,  seguindo contraditoriamente em sentido oposto. “ Deixe-a partir, que outro a encontre. Comprou outra depois. “ Cresceu: é adulta.

Se criança, sairia correndo em busca daquela bolinha azul. Correria rua abaixo sem se preocupar com a distância, com o ônibus que vinha, sem pensar, apenas sentindo a emoção do momento e vidrada em seu único objetivo: possuir a bolinha azul novamente.

Pensou no amor.

Agimos como adultos em tantas situações da vida, mas em outras somos verdadeiras crianças. Quando nossos amores vão embora saímos desesperados, atravessamos a rua sem nem mesmo olhar para os lados, em busca daquela única bolinha azul. Existe um pote de bolinhas na loja da esquina, mas queremos aquela primeira: velha, surrada e usada. Crianças, adultos. Adultos que se esquecem que cresceram e que é possível viver sem aquela bolinha, sem drama e sem apego. Choram pela perda e deixam de brincar. 

Abraços,

Sofia Aimée

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2 comentários em “Bolinha Azul

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