23 dias atrás.

Loucura. Estou me sentindo uma louca, uma adolescente abobalhada. Em segundos parece que desaprendi tudo sobre o amor, não que eu soubesse muita coisa. Parece que eu não tenho mais medo de amar e assim me jogo nessa história maluca. A sensação é a de amar pela primeira vez. E de certa forma eu estou mesmo nesse estágio de primeiridade. Minha paixão primeira após longos rompimentos. Porque toda nova paixão/conquista é nova,  é primeira  em si mesma e  assim é arrebatadora.

Dessa forma nos permitimos a esquecer tudo o que já choramos, tudo o que já sofremos, tudo o que sabíamos sobre a paixão, o amor e essa coisa de estar com outra pessoa. Esquecemos e nos jogamos em uma nova possibilidade, apagamos os momentos em que dissemos que jamais nos apaixonaríamos novamente, que jamais seríamos escravos desse sentimento insano e assim nos permitimos viver tudo igual e diferente, nesse ciclo vicioso a que denominamos de vida.

Aqui estou eu… Em uma coisa completamente nova e deliciosamente divertida. Não é amor, mas existe potencial para ser. Entende? Sigo apostando nessa pessoa que a cada dia que passa se revela mais e mais encantadora para mim. Ainda que em pouquíssimas vezes eu já identifique nele “n” coisas que me irritem e me incomodem, continuo apostando e acreditando nesse “nós”. Deixo essas pequenezas de lado em nome desse sentimento, ainda sem nome, que coloca esse sorriso bobo no rosto. Nesse sentimento que eu nem sei se existe futuro, mas que eu desejo que sim, sem querer pensar no amanhã e tentando ao máximo viver o presente. “Que seja eterno enquanto dure”.

`As vezes me questiono: “E se você se ferir? Se for mentira? Se ele for mais um babaca na tua vida?” Ignoro todas essas perguntas… Rapidamente, finjo não ver todas as evidências, finjo não escutar, digo para mim em um mantra diário  que ele é diferente, que ele não seria capaz, não comigo, afinal, ele me disse certa vez que acima de tudo deve estar a sinceridade. Ser leal aos seus sentimentos, não enganar  o outro, nem a você. Então,  acredito que ele não seria capaz, não comigo…  Pois deve haver reciprocidade. Fui sincera, joguei limpo, abri minha vida. E ele? Ele também (?)… Só me resta esperar, ainda não tenho o direito de amar. – 20 de setembro

Abraços,

Sofia Aimée 

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2 comentários em “23 dias atrás.

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