Divagações sem revisão

Comecei a lembrar o passado. Como se fosse permitido ao presente resgatar tudo o que passou, enumerando fatos, refazendo atos, resgatando frases e momentos. Senti assim uma sensação boa de saudade, confundida por um aperto no peito e misturada a um sentimento de culpa. 

Nosso tempo sempre foi diferente, muito longo e sempre breve.  O encontro e a despedida sempre tão próximos que me violentavam bruscamente, retirando de mim aquilo que eu queria. 

Sempre esperava pelo encontro perfeito. Aquele marcado pelo abraço de saudade, com o entorno ignorado, com as palavras dispensadas e com a cabeça enterrada em seu pescoço, momento anterior ao encontro dos nossos lábios, seguido talvez do clichê  “estava com saudade” e vivenciado de reciprocidade “eu também”. Nunca aconteceu, imaginação minha, alimentada por essas histórias malditas e esses filmes idiotas.  

Queria meu corpo silenciado pelo corpo teu. Desejei que ao menos uma vez o vento soprasse ao meu favor, ignorando a estranheza do desejo. Desisti, como quem desisti apenas de muito tentar.

 Você é apenas uma coisa imaginada, um personagem por mim idealizado, mas que eu  esperei que se tornasse real. Como Pinóquio eu te desejei, ignorando o fato de que um boneco de madeira jamais será um garoto de verdade, menti para a única pessoa que sabia de toda a verdade, para mim.

Abraços,

Sofia Aimée

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4 comentários em “Divagações sem revisão

  1. Aiai vc sabe que nao sou. Aposto que ja deve ter perguntado pra ele. Eu ja te vi sim algumas vezes, mas nunca fomos apresentados ^^

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