Esses escritores malditos

Tentei compreender. Entender tudo aquilo que cotidianamente te tira de mim. A distância, o teu trabalho, as tuas férias, a falta de acesso wifi, a reunião, a morte da vó, a viagem surpresa, o aniversário da tia, a doença do irmão, o celular sem bateria, a despedida da amiga, a prova já marcada, o estudo inadiável, etc. Em meio a esse meu processo de  entendimento,  eu lembro do  Carpinejar, do Caio, do Pauls, do Paiva, do Allen, da Bernardi, do Borges, do Marques, da Young,  da Lispector, do Bolaño, do Flaubert, do McEwan,  do Poe, da Hilst, do Leminski, do Andrade,  do Kerouac, do Nietzsche, do Neruda, do Platão, do Freud, da Tiburi, do Bukowiski, da Medeiros e de todos os outros. E choro. Choro porque nada explica, porque tudo gera expectativa e no fim somos eternos frustrados e iludidos por cada frase e por cada história desgraçada desses infelizes que conseguem ser tão cativantes. 

Abraços, 

Sofia Aimée

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