Desabafo final.

Dias difíceis esses. Talvez não os dias, mas  o meu “não jeito” de enfrentá-los. Nem poderia me dar ao luxo de estar a escrever, tenho tanta coisa pendente a fazer. Dane-se!

Você não sabe, mas acordo diariamente chorando e desejando morrer. É involuntário. Meu rosto molha enquanto te escrevo estas palavras. Eu não tenho estrutura, não tenho equilibrio,  nunca  tive.  Ando insegura e vulnerável. Aprendi por muito tempo a camuflar  tudo isso e em meio ao choro distribuir sorrisos, mas chega uma hora em que a dor é tanta que não adianta eu dizer “vai passar”. Mentir para si o tempo todo é ver a verdade no espelho.  Estou em um lugar em que eu não queria estar, fazendo o que eu não queria fazer, cercada de gente idiota e sem conseguir fazer porra nenhuma.

Acreditei que jamais retornaria a esse estágio e aqui estou, em pedaços, sem conseguir me encontrar. Ninguém pode me tirar daqui, tenho consciência disso. Apenas eu posso fazer isso. Não consigo. Minha inércia não permite. Estou aqui por escolhas passadas e que não podem ser alteradas. Dizem que sempre é tempo de fazer um novo final, ainda que não se possa mudar o início. Desacredito. O buraco que criei é tão fundo que nem consigo ver a luz do sol lá fora. Não é por amor que sofro, é pela vida como um todo.

Hoje acordei  as 3 horas da manhã. Insônia. Pensei em Elena. Na coragem que teve e na covardia de deixar aqueles que a amavam. Covardia? Coragem? Quem é quem para julgar aquele que deseja se livrar daquilo que o tormenta? Sabe, a maior covardia que fazemos a nós mesmos é morrermos lentamente a cada dia cinzento que termina. Morremos porque não conseguimos colocar cor nesse dia, entende? Na minha caixa de lápis só vejo o preto, o cinza e suas tonalidades.

Eu não aguento e escrevo no desespero, na busca por uma saída, na esperança que alguém me escute, que alguém me apresente uma solução, pois eu já não vejo nenhuma. Você deve estar achando tudo isso muito dramático e exagerado, não é? Não me importa o que acha! Essas palavras não representam nem 1/3 do que sinto. Há anos que eu não ficava assim, triste, desesperada e perdida. Fui até a sacada, olhei nove lances abaixo de mim, a rua estava vazia, pensei  em me jogar, não tive coragem e voltei para a cama. Fazia frio.

Não termino nada, nem um desejo de madrugada.  

Ninguém entende, porque essa dor aqui, esse vazio, apenas quem sente.

Apenas te peço para que não me ignore, dessa vez não são apenas palavras.

Abraços,

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