No barco do amor

 foto: bruna ferencz

Acreditei no amor e na força que ele finge ter. Esperei muito do desejo de ser e de estar. Porém, me vi, mais uma vez, sozinha nessa embarcação a que chamo de amor. Era como se enquanto eu retirasse toda a água que estava dentro do barco, prestes a afundar, você, com uma metralhadora, o furasse, fazendo o nosso amor naufragar. Não foi a primeira vez que senti isso, mas, a última, garanto. Garantia essa atestada por tuas palavras finais de adeus. Lembra? O silêncio, também, fala.Palavras essas que eu terei a decência de respeitar, de ler, de repetir diariamente como um mantra, até que em mim elas fiquem como tatuagem, impedindo que eu volte, como voltei tantas vezes, impedindo que eu ignore a pessoa mais importante da minha vida: eu!


Abraços,
Sofia Aimée

viaNo barco do amor.

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