livro x filme

livro-capa

Após uma luta interna se rendeu e foi assistir a adaptação de Hector Babenco do seu livro preferido. A decepção era inevitável. Mesmo após pegar o filme na locadora ficou por horas se questionando se deveria ou não assistir aquela adaptação. Assistiu. A sensação pós filme foi a de que lera outro livro, de que aquele que o adaptou nada entendeu do amor. Quis ligar e dizer a ele que Sofia não era louca, que Rímini não era dotado de tanta apatia, que faltou representar o amor e a sua dor, etc. etc. Dada a impossibilidade, preferiu apenas resgatar o seu livro sagrado, reler as páginas marcadas, as anotações feitas e reviver aquela história mais uma vez, ela precisava impedir que sua percepção daquela separação fosse por aquele filme apagada ou substituída. Era preciso resgatar o passado verdadeiro e apagar aquele momento presente, evitando assim que esse passado fosse e que no seu futuro habitasse.

obs.: Ela tinha consciência de que a leitura de Babenco não fora descuidada, certamente ele preferiu sugerir, fazer algo macro e evitar a aproximação junto aos personagens, não quis se prender aos inúmeros detalhes do livro, até porque seria impossível realizar tal transposição. Inúmerou a ausência de Riltse, destacou a velocidade e inúmeros saltos temporais e disse a si ao final: livro é literatura, filme é cinema, linguagens diferentes, etc. Concluiu então que de certa forma a essência do ” seu livro” estava presente naquela película, decepcionando-a, mas encantando ao mesmo tempo.

Abraços,
Sofia Aimée

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