Con-viver

São muitas as pessoas que encontro diariamente. Entre cumprimentos cotidianos me perguntam como estou, querendo apenas saber que bem. Ninguém está preparado para saber o contrário e ainda que esteja, não terá tempo para isso. É no meu espaço privado e imersa em minha solitude que me permito  revelar. Não estou bem. Abafo o choro no travesseiro uma vez que não consigo mais segurar as lágrimas. Sinto juntamente a isso uma angústia eterna, sou tomada por um desespero latente e uma constante vontade de desistir. Sou uma farsa e já não posso continuar. Dispo-me de todas essas máscaras que criei e quero que saiba que gostei de você e do seu inicial anonimato. Preciso encarar a vida pela frente, de frente e sempre. Sem máscaras,  entendendo e amando-a sem a exigência de mudança. Depois deixá-la seguir… A vida não para e então seguem os dias, os meses e os anos. E assim somos obrigadas a conviver com esses anos entre nós e com a sombra constante desse  amor idealizado  versus a razão presente, o tempo (suas infinitas e apressadas horas) e esses quilômetros indesejados que insistem em nos separar.

Abraços,

Sofia Aimée

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s