replay: Saudade

Saudade. Sentimento dolorido e gostoso esse que ele sentia. Era o desejo de a ter mas o desespero de não poder. Maldita distância! Se pudesse eliminaria essa palavra do dicionário e de sua vida. Oras! Por que é que seu amor tinha que ir embora? Por que é que não podia morar ali e ser seu vizinho? Aquele com quem se deixa as chaves de casa e se pega uma xícara de açúcar para o café?

O peito apertava. Marcos a amava e na ânsia de seu amor se esquecia de que apenas pela distância podia sentir o ardor da saudade, o fogo da paixão e a necessidade do amor. Talvez seja isso que fazia de Marina seu amor de verdade, o amor na saudade. 

Saudade. Palavra apontada por tradutores britânicos como a sétima mais difícil de se traduzir. Não cabia a ele colocar em palavras o que era essa saudade que completava o espaço vazio em seu peito. Só tinha uma certeza: era saudade.

Saudade que agora cedia lugar a angústia, a nostalgia e a tristeza de os lábios de Marina não poder tocar, seu corpo acariciar  e em seu peito adormecer.

Marina não precisava estar perto para estar presente, apenas sua voz ao telefone era suficiente para acalmar as noites de Marcos, o fazer sonhar, sorrir e no dia seguinte despertar. Marcos não precisava de Marina. Ele a queria, era ela sua escolhida, a flor preferida de um jardim florido e cheio de perfumes. Eram mil possibilidades mas apenas uma escolha. Margaridas perdidas e uma tulipa escolhida.

Saudade de Marina ele sentia.

É pela falta que se reconhece o valor e o anseio do verdadeiro amor.

Abraços,

Sofia Aimée

 

 

 

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