Sozinho sim, solitário nunca!

Ele estava sozinho mas sem a obrigação de ser solitário. Por mais que essas palavras sejam cognatas, possuem sentidos e contextos muito diferentes. Marcos estava mais uma vez sozinho e sentia-se bem. Diferente de outras fases ele agora não negligenciava o seu eu interior. Evitava fugacidades e felicidades compradas em qualquer vitrine. Seus conhecidos se compadeciam da sua situação e na tentativa de ajudarem aquele “pobre” homem o bombardeavam com convites e encontros planejados, em suas retinas aquela situação era um problema.Ter a percepção das qualidades de ser sozinho é para poucos. Em um mundo que coleciona números e quantidades em detrimento da qualidade.Menos é mais nessa história.

Difícil compreender a necessidade das pessoas de resolverem seus problemas com noites em inferninhos, em mesas de bar ou acompanhados de qualquer indivíduo que lhes ofereça um sexo casual. Estar sozinho foi para ele primeiro uma condição, depois se transformou em uma opção. A verdade é que ultimamente nenhuma das suas alternativas e possibilidades de amor cabia em sua vida. Era ímpar e satisfeito. Já foi par e isso foi um enorme problema. Marina não suportava o fato de que ele podia sim desfrutar de momentos bons sem ela. Uma mulher possessiva, insegura e egoísta que chegava a ser maléfica. Os momentos sem ela eram interpretados como falta de amor, carinho, atenção e mais uma lista que ela recitava diariamente.
Ímpar novamente.Sozinho. Não precisava ser par para ser completo. Caso desejasse agarrava as inúmeras oportunidades que lhe apareceram e viveria uma história de amor qualquer.  Teria uma companhia para o cinema, alguém ao seu lado quando acordasse, alguém com quem discutir o programa noturno, um ser amoroso e carinhoso para com ele e todas as coisas que o amor traz junto. Porque o amor nunca vem sozinho. Venha ele como vier,
virá sempre acompanhado de coisas que ora te farão sorrir, ora te farão chorar e ora não te farão nada, permanecendo inerte
no teu interior.

 Talvez ele aprendesse amar aquela pessoa tão bacana que estaria ao seu lado. E então ele construiria um amor morno. Não queria! Quer(ia) uma paixão avassaladora, seguida de um romance, para só então se permitir mergulhar no oceano do amor.

Enquanto isso ele sente prazer com a própria companhia. Estar sozinho pode ser  um processo dolorido e enlouquecedor, de conhecimento e reflexão. Ser sozinho não é ruim, desde que você se faça companhia e aprenda que essa é a melhor que se pode ter. Ignore o mundo exterior por um momento, olhe para si como um estrangeiro e assim se transforme e se descubra.

 

Abraços,

 

Sofia Aimée

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2 comentários em “Sozinho sim, solitário nunca!

  1. “Difícil compreender a necessidade das pessoas de resolverem seus problemas com noites em inferninhos, em mesas de bar ou acompanhados de qualquer indivíduo que lhes ofereça um sexo casual.”

    Isso é um preconceito seu. Pare de julgar as pessoas apenas por elas serem diferentes de você.

    1. Acordei contente e teu comentário me deu um click para escrever, desenvolver algumas ideias. Renderam-me 6 laudas, as quais escrevi de um sopro só. Obrigada! ” preconceituosa e julgo o diferente.”

      1- Caso deseje expor sua opinião, seja responsável por ela. Falar anonimamente qualquer pessoa insignificante o faz. Agora, colocar suas ideias e assumi-las: são poucos.

      2- Diga-me o que quiser, mas apresente embasamento, desafie-me e quem sabe me convença. A mim tua colocação foi superficial em excesso, rasa ao extremo.

      4- Entristece-me observar a leviandade em tua leitura e interpretação de minhas palavras. O que a tudo me permite concluir que não és um bom leitor e não o sendo você se transforma em um nada, pois aqueles que não são bons leitores não me interessam. Você pode definir isso como julgamento e eu defino como escolha. Provavelmente se colocar sua massa encefálica para trabalhar verá o quão isso é diferente. Aos falar de bons leitores não restrinjo-me `aqueles que lêem livros, mas leitores da vida, dos sons, dos signos e sobretudo da palavra. Presenciamos uma verdadeira preguiça nas pessoas e isso faz delas seres facilmente manipuláveis, triste? Para alguns…
      Não considero minhas palavras um julgamento (em que se define de finitude algo, sentenciando) vejo-as como uma observação ou descrição. Descrevo superficialmente em minha escrita as pessoas por meio de um juízo valorativo sim, mas não como correto ou incorreto. Essas palavras existem para cada um de uma maneira diferente e é preciso respeitar a diferença. Não há problema em buscar alegria em bares e etc (exemplo do texto – que é na verdade ficção com pitadas de realidade) apenas não faz parte do meu cotidiano. Respeito a condição do outro ainda que não compreenda ou aceite aquela condição para mim, isso é bem diferente, não?
      5- “Um preconceito meu.” Dizem que o preconceituoso volta-se muito para os outros e eu engoli um espelho há alguns anos, olhando desde o incidente apenas para dentro de mim. O preconceito é a realidade deturpada e essa eu vejo sem sombras ou névoas, o que não parece ocorrer com você durante a leitura das minhas frases.
      6- Dispa-se da análise superficial do léxico das palavras, abandone a semântica isolada. Aprenda a análise pragmática e textual da língua, assim evita-se a descontextualização das palavras adquirindo um conhecimento mais sólido. Preconceito é além do popular:pré-conceito. Trata-se de uma subcategoria desse, o qual ainda faz o uso de um estereótipo para se fundamentar. Preconceito significa agir sem reflexão e não me vejo fazendo isso. Também não rejeito essas pessoas (muitos colegas adoram bares, compras, etc) não fico paralisada diante delas, não as ignoro e não me vejo imersa em uma cegueira individual. Não é a questão de não se permitir ao diferente, mas como Burtlebly: Prefiro Não! Ser preconceituoso é ser autoritário, intolerante e isso não fui.

      7- Não nego o diferente, pelo contrário. É ele quem me instiga e fascina, tudo aquilo que é homogêneo geralmente me irrita. Mas agora, imagine um mundo cheio de Sofias? Um verdadeiro inferno, não suportaria conviver com pessoas iguais a mim, procuro o oposto desde que com conteúdo, desde que me acrescente e me modifique. O problema não é ser diferente é ser invisível.

      8- Obrigada pela preocupação ao aconselhar que eu pare de agir “errado”.
      9- Pensando no motivo de seu comentário q única coisa que penso é que minhas palavras devam ter revelado a você uma realidade antes negada e envergonhada.
      10- Preconceituoso e mania de julgar? Quem fez de fato isso foi você meu querido leitor, percebeu? E pior: sem a menor capacidade ou propriedade acerca do exposto. Mas o que esperar de alguém inapto a assinar um simples comentário, de expor uma ideia, de apresentar argumentos e responder por eles? Fica um conselho: invente um nome qualquer da próxima vez, é mais divertido.

      Sofia Aimée

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