Linda,

Escrevo linda, pois assim você é: linda! Linda para mim que descobri recentemente que nutro por ti um sentimento igualmente lindo. Se me perguntassem o que gosto em você eu talvez respondesse: não sei. Todavia, quando alguém é querido nós sempre sabemos, apenas não revelamos nossas razões. É um sentimento unicamente nosso e não é preciso sair por ai jogando confetes e rasgando seda para o outro. Não te conheço, não sei muito de você, porém gosto de você. Na verdade, gosto-muito-de-verdade-de-você, não a amo, mas gosto.

Aprecio esse seu olhar doce sobre o mundo, seu abraço gostoso e principalmente a sua voz calma, mesmo quando o mundo te pede para gritar. Sabe! No centro desta terrível e patética miséria psicológia que presencio todos os dias, você se revelou uma exceção. Tenho uma grande dificuldade de me relacionar com as pessoas, aparentemente não se nota isso, mas o conflito se inicia quando as idealizo exageradamente e isso acontece o tempo todo. Seria você uma idealização? Quer saber? Hoje tem um sol tão lindo lá fora, que eu escolho ficar com as minhas deliciosas ilusões a amargas realidades, apenas hoje quero ficar sozinha com elas. 

Não é que eu deseje ser essa pessoa sozinha que me tornei, contudo não tenho mais paciência para joguinho social, não preciso disso e assim me recolho em minha solitude, é melhor para todo mundo e isso não é triste, adoro ficar só. Só que hoje minha solidão adoraria sua companhia, ela, contrária como é, não quer ficar sozinha.

Sabe, posso não parecer, mas sou tímida e daquelas que após desfilar sorrisos, molha o travesseiro ao chegar a casa, liberta seus demônios do armário e sonha com o que tenta esquecer. Como já te disse, sou um paradoxo. Essa mesma menina que fala sem parar, que ri sozinha e de tudo, demonstrando confiança e independência, às vezes clama em silêncio por socorro. E, na ausência de auxílio e de companhia, contínua aplicando os seus verbos na ´voz reflexiva´, com um suave aperto no coração de quem queria simplesmente uma ´voz paciente´.

A verdade é que eu aprecio coisas simples, companhias leves, momentos açucarados e com pequenas gotas de limão. Prefiro coisas claras àquelas encobertas pelas nuvens da indecisão. Porque pior que um não, é um talvez.

(…) Esse último que deixa em mim uma esperança, um desejo, uma migalha de você, que eu recolho por aí e guardo para alimentar a saudade quando ela me visitar. Enquanto isso, fico entre o livro, o computador e o telefone silencioso esperando por você, ou por notícias tuas.

(…)

Sou repetitiva e as ideias estão desconexas. Fico diariamente dizendo as mesmas coisas na tentativa de curar a minha loucura, resolver os meus conflitos e dizer o que sinto…

 

Abraçose beijos em você,

 S. A

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