Rímini

… reatava algo interrompido e cauterizava as feridas da interrupção, abandonando novamente a crença, tão vital para certo tipo de fé amorosa, de que em matéria de sentimentos não há como estabelecer limites rigorosos, não há fim, nada nunca termina realmente, tudo permanece pendente, indefinido, em estado de espera, e mesmo no caso de uma relação que termine, no sentido de que se rompa e cada membro seja ejetado numa direção diferente e tudo aquilo que possam ter compartilhado se dilacere e se divida em duas metades irreconciliáveis, mesmo neste caso, por mais que um ou ambos reivindiquem o rompimento no momento mesmo em que ele se consuma, justificando-o com fatos, causas, argumentos convincentes, nenhum dos dois jamais terá condições de saber positivamente se isso, a cujo fim dizem assistir, termina de verdade ou só se faz uma pausa para entrar em outra frase, por exemplo, de latência. 

 ps. Um nome e minha vida em palavras. Saudades.

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