Escrever

Escrever é respirar. Há dias que não sentia o ar entrar pelos pulmões, vivendo com o auxílio de respiradores artificiais. Hoje escrevi, escrevi como faço agora para te contar que voltei a respirar no momento em que iniciei a escrita. Esse ato de juntar letras e palavras na tentativa de te falar e não parecer uma louca que fala e não é ouvida. Isso pode soar a você como um pleonasmo, não é. Escrevo por compulsão e necessidade, não existe um motivo. Na maioria das vezes a compulsão em escrever vem acompanhada daquilo que me atormenta, do que me oprime e me entristece. Junto tenho sua ausência, o conhecimento de que não me quer em sua cama e suas palavras líquidas e ásperas ressoando em eco em meus ouvidos. Raros são os momentos em que a felicidade me faz companhia enquanto escrevo, a felicidade está ao lado dessas inúmeras alternativas das quais disponho para respirar, entende? Tem prazo de validade, é curta. Agradeço-te esta manhã por trazeres novamente esse aperto em meu peito. O coração desatina a doer na ânsia em lembrar-me de que não cabe mais em mim… Você já não tem o poder de ser a mim avassaladora como muito foi num passado presente, assim prefiro me convencer. E, baixinho, eu escuto aquela voz interior, que é audível apenas a mim, dizendo: escreve! Escreve porque tuas palavras são o oxigênio de que precisa para viver. Abraços, S. Aimée

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3 comentários em “Escrever

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