Melhor não procurar.

Coisas magníficas eram escritas em suas páginas, até então em branco. Motivos de alegria, memórias gostosas, viagens divertidas, pessoas interessantes, sucesso profissional, realização pessoal e um grande amor. Porém, tristezas eram como vírgulas em sua história, o medo era um ponto de interrogação. Tudo isso junto a muita confusão.
Nos últimos dias o resultado do mestrado deixava-o ansioso e sua mulher, que vivia constantemente a pensar e falar do fim, o fazia assim desejar. No momento seus documentos o assombravam. Perdera-os e estava sem empenho para iniciar a busca. Não era preguiça, era medo de procurar e não encontrar. Anterior a busca existe a possibilidade de se encontrar, mas após ela resta apenas a certeza de que se perdeu. E, essa certeza ele não queria, preferia a possibilidade, aquela pontinha de esperança que nos permite continuar.
Chorou e esperou.

Abraços,

Sofia Aimée

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