Para você.

Preciso te contar. Talvez você já saiba, mas não custa avisar. O amor é cíclico. Como tudo, sabia? E sendo assim, se repete. O amor é sempre o mesmo, a história também. Temos algumas mudanças, nada é imutável. A essência é a mesma.  Como uma peça de teatro que é encenada por diferentes temporadas. O enredo é o mesmo, com algumas adaptações e novos atores. Assim é o amor,  uma história em que o elenco é alterado, algumas cenas excluídas e outras potencializadas.

Já disse a tantos que amei e direi quantas vezes isso for verdade.

– Te amo.

Te amo de forma que o seu passado me incomoda, as pessoas que já passaram pela sua vida me perturbam, sendo assim, por favor, prefiro não saber. Deixe eu pensar que fui a primeira. Queria ser única para você, queria que me dissesse coisas que jamais falou a ninguém, que tivéssemos lugares apenas nossos, lembranças limpas, entende?

Lembranças jamais serão limpas.

Certamente ao irmos ao seu café preferido você se lembra das outras pessoas com quem esteve lá. Ao escutar aquela nossa música, recorda-se de que ela não foi apenas nossa, você já deve a ter citado a muitas outras, afinal, a mesma música pode servir a muitos amores. Ao escrever mensagens dizendo que sente saudades, que deseja me ver e todas essas coisas, sei que não é espontâneo, é automático, você sabe que tem que dizer e diz. Talvez essas já estejam salvas na sua lista de mensagens rápidas, não? Será que existe algo ai que lembre/pertença apenas a nós?

Por que é que meu coração acredita nas verdades que eu invento? Não percebe que estou apenas querendo mais uma vez me iludir.  Babaca.

Por que é que esquecemos das tolices passadas e assim acabamos por repeti-las? (cíclico). No momento procuro forças externas que me encorajem  a agir com segurança e me permitam fazer o que acredito ser o certo. O melhor é te esquecer. Te esquecerei.

Por que me deixa acreditar? Por que é que me deixa esperar por uma mudança que jamais acontecerá?

Por favor, olhe em meus olhos e me mande embora. Diga que jamais me amará novamente, que nossa história já terminou e nosso tempo não voltará. É tão estranho aceitar que já não sou amada, prefiro acreditar que tudo isso é apenas um mal-entendido. Não é, eu sei. Você vive muito bem sem mim, deseja viver assim, longe. Porém, gosta de me ter por perto, como amiga, ouvido e não sei mais o que.

Adeus. Não quero ir, mas não quero ficar. Assim, me manda embora por favor?

Te amo.

Abraços,

Sofia Aimée

 

 

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2 comentários em “Para você.

  1. Minha deusa!
    Feliz daquele(a) a quem esse texto se dedica.
    A admiro, a desejo e a quero bem sempre!
    Abs. Marcos

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