Covardia

Uma vez (acho que mais de uma) você disse que era covarde (você que se considerava assim mas, hoje eu entendo o porquê). Lembra? Provavelmente não, já que você preferiu esquecer (sinto inveja sua, confesso! Também queria esquecer. Se puder, ensine-me. Não quero te ver. Mande uma carta, não precisa assinar, contando o segredo).

Como conquistou essa covardia? Afinal, ninguém nasce covarde, as pessoas tornam-se, certo?! Como foi o processo? Acredito que levou certo tempo  para adquirir tamanha covardia (pelos meus cálculos e seus relatos, você começou esse processo quando tinha aproximadamente quatro anos, ao entrar na escola e perceber que o mundo era muito mais que a sua casa e as amiguinhas do parquinho, não?).

Então, pergunto: Como você pode desperdiçar algo que tanto tempo lhe tomou, num processo difícil e complicado, comigo? Por que ser covarde com um homem pelo qual você demonstrou não ter nenhuma consideração? Eu não merecia algo que você lutou tanto para ter.

Marina, e eu que pensei ter encontrado a mulher da minha vida (não é papo de homem babaca que sai por ai dizendo isso para toda mulher que encontra. É verdade. Tive muitas paixonites, mas com você foi amor, pensava em casamento, sabia? Posso não ter demonstrado, era medo de me entregar e me iludir – é, eu estava certo – Todavia, assim como a água escorre pelo ralo sumindo para sempre. Você se foi. Posso até abrir novas torneiras, porém, a água, ainda que parecida, não será a mesma. Não sentirei mais aquele sabor, aquela textura, aquele cheiro, era único. Como você.) e quando dei por mim, já estava viciado em você, na sua companhia, na sua vida, em tudo que tivesse você.

Não sei como você está, se ainda toma suco de laranja no café da manhã, se está se agasalhando ao sair a noite para caminhar ou se quando vai a São Paulo não deixa de ir ao Oscar Café, ler um livro (você sempre tinha um na bolsa), sentada no sofá xadrez (você adorava e falava que teriamos um na nossa casa, lembra?!) e claro, tomar seu café  (era o Gucci, não? maracujá, amaretto e gengibre –  eu sempre brincava que só você deveria tomar aquele café, ,e de tão ruim, ele configurava a última página do menu, rs. Enquanto eu, apaixonado por chocolate pedia o Oscar café – café, leite e nutella, bem gelado!).

(…)

Não sei nada de você (você sumiu como pó no deserto). Por que eu o escolhido, hein? Qual seu critério de seleção?

Beijos em você,

Marcos

obs.: (aquele com o qual você escolheu desperdiçar sua covadia.)


—-


Abraços


Sofia Aimée

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Um comentário em “Covardia

  1. oi lindinha. Qt tempo q n nos falamos, hein? pelo q vejo, adotou os parênteses! Lembra q ficamos quase q uma noite discutindo o seu uso? ahuehauehaue
    bjokas!

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