Acordou. Mais um dia que se inicia. Marcos gostaria de continuar a dormir, sua cama, seu quarto: seu mundo. Como queria que tudo de que precisa estivesse ali. Não queria ir ao trabalho. Não podia se dar ao luxo de faltar, certas obrigações não podem ser adiadas. Por mais que desejasse, “o tempo não para”. Não há um intervalo para que sua vida seja reorganizada (se é que isso é possível) e depois inicie novamente. É simultâneo.

Vai ao banheiro. Banho, sim. Após um banho estará pronto para mais um dia de trabalho –  é no que procura acreditar. Fica parado por minutos a pensar, deixando a água cair. Pensa naquilo que há dias tenta esquecer. Ora, mais a mente humana é um mistério. Quem a controla? Parece que naquele momento, não é ele, está sendo monitorado, e, por mais que deseje parar, não consegue.

Chega ao trabalho. As pessoas estão estranhas, pensa .  Não. Ele está estranho.

Senta, liga seu ipod, chora.

Músicas, sinestesia sempre.

 

****

Lendo o blog do Marcelo Rubens Paiva, retiro de lá a citação  :

 

 “a mente é seu próprio lugar, e em si própria pode fazer do inferno um paraíso, do paraíso um inferno.”
[John Milton]
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