Algo que encontrei rabiscado em algum caderno, jogado, sem sentido mas contextualizado.

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O encontro foi marcado. Ele, atrasado, a cumprimentou normalmente. Nem parecia que não se viam há meses.

As conversas eram as mesmas, algo permanecia apesar do tempo e da distância. Suas vidas estavam mudadas, mas ainda eram os mesmos, serão sempre os mesmos: essência não muda. Marcos se boicotando como sempre. Marina provando a si que é realmente boa, ou nem isso eu diria, Marina, ultimamente apenas existia. Dia após dia, matando (sendo derrotada) um novo leão a cada pôr-do-sol (tem hífen?), persistindo em algo que desconhecia. Livros,cinema, trabalho e frustrações . Falavam de tudo, acompanhados sempre de muito café.

Despediram-se, um meio abraço, Marcos não a abraçava. Caminharam parte do caminho juntos.

 – Até logo! – ele apenas sorriu.

Cada um seguiu em direção oposta. Marina buscando entender o porquê daquele súbito distanciamento.

Namorando. Claro! Ele estava namorando. Engraçado, mas por que Marcos nunca comentara com ela a respeito do seu namoro? Marina não sabia, Marcos não permitia saber .

Mariana! A garota que lhe roubara o coração do amigo, não apenas o coração, mas ele por inteiro. Marcos não ligava mais para Marina, não precisava de sua companhia, de suas conversas, do seu ouvido atento. Agora tudo era ela: Mariana!

– Que seja feliz como escolheu!

Marina fechou os olhos, e sem entender o que acontecia: chorou seguido de um sorriso sem tamanho: “Como escolheu!”

 

Abraços,

Sofia Aimée

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