maldito domingo

sleep

“Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado”

—-

Acordou. Domingo. Não gostava dos Domingos, mas o que fazer? Nada, e o nada era o que o assustava. Havia algo de repugnante nisso, algo que ele desconhecia. Queria descobrir o desconhecido, aquilo que não estava distante, mas próximo, no próprio coração.  Milhares de coisas vinham até sua mente naquele momento, uma manhã ensolarada, de DOMINGO. Aos Domingos, não importava se o dia estava lindo ou não, na verdade, preferia até que estivesse um dia chuvoso e frio. Sim, afinal aquele ” lindo” sol não combinava com o Domingo, dia que, para ele, poderia sumir, pular do Sábado para a Segunda seria perfeito  ( Mas será que então ele não passaria a odiar os Sábados? ).

Sentiu falta. Falta.

(…)

Percebeu que fazia falta.

(…)

Irritou-se : “Maldito Domingo!”

Calou-se…A falta  não era apenas aos Domingos, mas era neles que ela era doída. Essa ausência o perturbava, mas sumia tão rápido como chegava. Aprendeu a mandar ela embora, ainda que ela saísse chorando e insistindo em ficar.  Mentira.  Abraçou-a e ali ficaram até o fim do dia, esperando a Segunda-feira chegar.

Abraços,

Sofia Aimée

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