felicidade

Fe-li-ci-da-de

 
“Comprovar a suspeita de que toda felicidade se erige ao redor de um núcleo de dor intolerável, de uma chaga que a felicidade talvez esqueça, eclipse ou embeleze até torná-la irreconhecível, mas que jamais conseguirá apagar _ pelo menos não aos olhos dos que, como ele, não se enganam, não se deixam enganar, e sabem muito bem de que subsolo sangrento procede essa beleza. (…) Trazer o escuro ferimento à luz, impedir a todo custo que alguém, em algum lugar, caia na de acreditar que a felicidade é o que se opõe a dor, o que se dá ao luxo de ignorá-la, o que pode viver sem ela.”

  

Sim, felicidade não é eterna e isso você já sabe. É um estado, um momento. Mas, ao ler esse trecho parei por um instante. E, sim, quantas vezes cai na armadilha. Acreditei que ao passar pela felicidade, não necessitava de nada. Pensei que ao vivê-la, a dor não me alcançaria, que eram opostas. Como saber se o que vivi era a felicidade se essa não era oposta a dor?

Dentre tantas sensações e sentimentos, a felicidade é difícil de escrever, mas temos consciência dessa ao presenciá-la. Tenho a vivido todos os dias, sendo feliz, como diria alguém, em doses homeopáticas.

A felicidade não se conquista, não se alcança. A felicidade, verdadeira, você aprende. Aprendi, aprendi que para ser feliz não dependo de ninguém, apenas de mim. (Isso antes ficava apenas em palavras) Claro, outras pessoas acrescentam ou não em minha felicidade, mas não são doutoras dela. Posso estar feliz mesmo em momentos de crise, mesmo que tenha acabado de chorar e dito que meu mundo ia acabar. Pois, “felicidade NÃO é o que se opõe a dor”.

Não devemos negar a felicidade,apenas viver o seu instante de prazer. Prefiro a homeopatia ao antibiótico.

Feliz 24 horas? É uma mentira, além de frustrante. A infelicidade  proporciona algo que a felicidade não tem. E vice-versa. Ambas devem, e assim é, coexistir. Assim são os sentimentos _ todos  devem ser experimentados: amizade, raiva, amor, ódio, decepção, felicidade, infelicidade; aquilo que é aparentemente bom e também o que não o é. Isso permite o conhecimento, e, é claro, o crescimento. Felicidade tem fim. Tristeza tem fim. Amor tem fim. Ódio tem fim. Mas no fim, sempre recomeça, então não lamente o término mas celebre o (re)início.

Abraços,

Sofia Aimée

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s